Fratura do astragalo (talus)

 

 

 

Fratura do astragalo ( tálus)

O astrágalo (tálus) é um pequeno osso que fica entre o osso do calcanhar (calcâneo) e os dois ossos da perna (tíbia e peróneo [fíbula]) que possui uma forma estranha, convexa, um pouco como uma tartaruga. Os ossos da perna "deslizam" em cima e juntos, formam a articulação do tornozelo. O astrágalo é um osso chave na anatomia dos pés, formando a articulação subastragalina/subtalar, com o meio pé, esta articulação é extremamente importante para a deambulação em terrenos irregulares. O astrágalo é importante na ligação entre o pé a perna e o resto do corpo, ajudando a transferência de peso e à distribuição das forças de pressão através da articulação do tornozelo.



A maioria das lesões no osso astrágalo são resultado de acidentes de viação, embora as quedas de alturas também possam lesionar o osso. Estas lesões são frequentemente associadas com lesões na região lombar. Têm vindo a aparecer um número crescente de fraturas do astrágalo por praticantes de snowboard, pela utilização de botas flexíveis, não rígidas o suficiente para evitar lesões no tornozelo.

Sintomas

A maioria das fraturas do osso astrágalo são marcadas por

Dor aguda

Incapacidade de suportar o peso

Edema/Inchaço



Uma fratura exposta aumenta o risco de infeção. As fraturas talares resultantes da prática de snowboard podem ser confundidas com entorse de tornozelo por causa do edema.



Diagnóstico

O seu médico irá analisar o seu pé e tornozelo e pedir-lhe para descrever como ocorreu a lesão. Um raio-X do pé e tornozelo confirmará o diagnóstico. Em alguns casos, o raio-X não irá mostrar as fraturas, podendo ser útil uma tomografia axial computadorizada/computorizada (TAC). Estes exames de diagnóstico identificam a localização da fratura, Vão igualmente mostrar se os ossos ainda estão alinhados ou se deslocaram. Partículas de osso soltas podem precisar de ser identificadas e removidas.

O seu médico irá verificar o funcionamento dos nervos do pé, garantindo que não existem danos, irá igualmente certificar-se que o sangue está a fluir normalmente evitando o desenvolvimento do síndrome compartimental.




Tratamento

Uma fratura talar que é deixada sem tratamento ou que não cicatriza corretamente irá criar problemas a longo prazo. A função do pé será prejudicada pé, podendo desenvolver osteoartrite e dor crônica, o osso pode igualmente entrar em colapso.

O tratamento de primeiros socorros para uma fratura talar é a aplicação de uma tala de compressão acolchoada em todo o dorso do pé e perna desde os dedos aos gémeos. Elevar o pé acima do nível do coração e aplicar gelo por 20 minutos a cada duas horas ou até que seja visto por um médico. Não exercer qualquer peso sobre o pé.

Em casos raros, uma fratura do astrágalo pode ser tratada sem cirurgia se os exames mostrarem que os ossos não se desalinharam. Terá que utilizar gesso durante pelo menos seis a oito semanas, e não deve colocar qualquer peso sobre o pé durante esse tempo. Posteriormente, o seu médico vai lhe dar alguns exercícios para ajudar a restabelecer a amplitude de movimento e força no seu pé e tornozelo. A maioria das fraturas do astrágalo necessita de cirurgia para minimizar complicações posteriores. Um cirurgião ortopédico irá realinhar os ossos, utilizando parafusos de metal. Se existirem pequenos fragmentos de osso, devem ser removidos e enxertos ósseos utilizados para restaurar a integridade estrutural da articulação.

Após a cirurgia, o pé será colocada em gesso entre seis a oito semanas. Quando os ossos começarem a cicatrizar, o ortopedista pode requisitar raios X ou uma ressonância magnética (MRI) para ver se o fornecimento de sangue para o osso está retornando. Se o suprimento de sangue for interrompido, o tecido ósseo pode morrer.

O calçado adequado

Por se tratar de uma fratura, o calçado adequado poderá ser o calçado pós cirúrgico. Sendo os modelos com descarga no retro pé os mais adequados.

 

Calçado pós cirúrgico com descarga no retro pé

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Este material foi desenvolvido pela academia americana de cirurgiões ortopédicos  - www.aaos.org

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