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Fratura de Lisfranc (Meio pé)

Introdução
Já alguma vez deixou cair uma caixa pesada em cima do seu pé? Ou colocou acidentalmente o pé numa depressão pequena e caiu, torcendo o pé? Estes são os dois acidentes mais comuns que podem resultar numa um fratura luxação de Lisfranc ou médio pé. Esta fratura recebeu o seu nome do médico francês que primeiro descreveu esta lesão.
A lesão de Lisfranc ocorre no médio pé, onde um conjunto de pequenos ossos dá forma a uma arcada entre o tornozelo e os dedos do pé. Deste conjunto, cinco ossos longos (metatarsos) estendem-se até aos dedos do pé. O segundo metatarso estende-se também para baixo na fileira dos ossos pequenos e atua como estabilizador. Os ossos são mantidos no lugar por ligamentos que percorrem transversalmente e agarram o pé. No entanto não existe nenhum ligamento que prenda o primeiro metatarso ao segundo metatarso. Uma queda em torção pode fraturar ou deslocar estes ossos para fora do lugar.
A fratura/ luxação de Lisfranc é frequentemente confundida com um entorse. O peito do pé pode apresentar-se inchado e doloroso. Pode haver alguma contusão. Se a lesão for severa, não se consegue fazer peso sobre o pé. As lesões deste tipo são difíceis de ver em raios X, podendo originar complicações sérias. Se o tratamento padrão para um entorse (descanso, gelo e elevação) não reduzir a dor e o inchaço num dia ou de dois, procure um especialista em ortopedia.
O ortopedista examinará o seu pé para verificar os sintomas da lesão. Poderá mexer o seu pé em círculos. Este movimento produz dor mínima num entorse, mas uma dor severa numa fratura de Lisfranc.
O tratamento para uma fratura de Lisfranc depende da severidade da lesão. Se os ossos não tiverem sido forçados para fora da sua posição, provavelmente terá que utilizar um molde em gesso e não exercer peso sobre o pé, durante aproximadamente seis semanas. Quando o gesso for removido, poderá ter que utilizar um apoio rígido para o arco medial (ortótese). O seu ortopedista também recomendará também para fortalecer e ajudá-la restaurar o movimento dos pés.
Frequentemente, é necessária uma intervenção cirúrgica com possível utilização de pinos ou parafusos para estabilizar os ossos e recolocá-los no lugar até que a recuperação esteja completa.
É importante seguir ordens do seu médico e parar as atividades até que você esteja dado de alta. Se retornar às atividades demasiado cedo, pode facilmente sofrer outra lesão. Podendo resultar danos nos vasos sanguíneos.
Numa fase pós cirurgia, calçado com sola balancim de plataforma estável pode ajudar à deambulação, distribuindo as pressões ao longo do pé e evitando a flexão.
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